Obama e a integração à francesa

«(...)Para um francês, um imigrante tem sido considerado integrado quando é idêntico a um francês. Ou seja, leu os mesmo livros, fala dos mesmos assuntos, tem as mesmas preocupações e come pão tipo "baguette". A não discriminação envolve a possibilidade (e a permissão) de um um imigrante se tornar mais um francês (...)».
«(...)nos Estados Unidos, tal como no Reino Unido, não ser descriminado significa algo completamente diferente (...); não passa pela cabeça de ninguém, que alguém para ser aceite tenha de negar a sua cultura ou a sua língua (...)».
«A vitória de Obama não é só um sinal de que os americanos-europeus não descriminam os de origem africana. Mas mais interessante é o de que os amercicanos-africanos não sentiram como uma traição alguém candidatar-se sem ter a sua representação como bandeira».
«(...) Há uma pequena vitória da versão francesa de integração, Obama venceu porque era de Columbia e de Havard, etnicamente não era descendente de escravos, não era culturalmente um africano-americano...».
Luís Campos e Cunha, in «Saudades de Nova Iorque» - Público 14.11.2008

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