London, London I

Fui, no final do mês passado, mostrar um pouquinho de Londres ao querido Têzinho. Uma visita turística, absolutamente sem pretensões que não fosse (quase, quase) a de o levar lá, divertirmo-nos e que ele ganhasse um bocadinho, por pequeno que fosse, de mundo.

Tudo o que um miúdo de doze anos - e se calhar qualquer pessoa - tem direito, na sua primeira vez na cidade, pelo que os registos são poucos e não muito interessantes: Big Ben, Roda do Milénio, pequena viagem de barco no Tamisa, «bus» para turista, um musical (Billy Elliot, enfim, médio) e até o Madame Tussauds. ..

Museu da Ciência (assombroso), Museu de História Natural (colossal, dispensa bem os meus cumprimentos) e os imperdíveis Gabinetes de Guerra, onde Churchill se refugiava para co-estabelecer, com os restantes aliados, a estratégia de combate aos alemães.

Um «bunker», então, ao que se sabe, muito fedorento e irrespirável, tanto mais que ninguém prescindia ali do vício do tabaco e o Senhor Primeiro-Ministro, como bem sabemos, não seria um bom exemplo, nessa matéria. «Bunker», que de bunker em matéria de segurança contra ataques, só teria o facto de ser secreto. Supostamente, encontra-se hoje como no dia em que acabou a guerra (mais arrumadinho, imagino).

Corremos dois pisos da Tate Modern à velocidade «cem-metros-sem-barreiras» (uma das duas únicas concessões - a outra foi a visita à Abadia de Westminster de que, aliás, só o tecto da capela de Henrique VII me deixará uma recordação perene - que negociei para aquela viagem, já que ela era sobretudo para ele, e só porque ainda não existia da última vez que lá estivera, séculos atrás, e morria de curiosidade). Enviesarei, portanto, qualquer resposta que implique pronunciar-me sobre o quanto gostei, ou não, da Galeria ou, sequer, de qualquer quadro.

E por aqui ficam os registos do roteiro londrino com o filhote. Sem muitas histórias, mas que espero que conte na história da sua vida, para o bem e para o mal, que com as más experiências, tal como com as boas, também se aprende.

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Antes de me ir embora:
1. Inacreditavelmente mau, o Madame Tussauds, ainda que não tanto quanto a excitação das centenas de pessoas que por lá pululavam. Fugimos em «no time» - não sem antes tirarmos duas fotos, ele com o Mourinho, eu com o Wilde, obviamente e apenas, para obtermos as nossas credenciais para a maledicência. Não me lembro quem me terá dito que, para o miúdo, seria giro, pelo que concluo que sonhei.

2. Que se passa com os belos, sempre-verdes e celebrados jardins londrinos que eu, nos tais séculos atrás conheci? Os outros não sei, mas St James Park e e Hyde Park pareciam searas alentejanas em pleno Verão.

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